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IA

IA e LGPD: cuidados ao usar dados pessoais

Inteligência artificial não suspende a lei de proteção de dados.

Usar inteligência artificial com dados de clientes, alunos, pacientes ou visitantes é possível, mas as regras da LGPD continuam valendo do mesmo jeito. Alguns princípios ajudam a não tropeçar.

Finalidade clara

Todo dado pessoal precisa de um motivo definido. Se o cadastro foi feito para liberar o Wi-Fi, usar esse dado para outra finalidade exige base legal própria e, em muitos casos, um novo consentimento.

Minimização

Coletar só o necessário. Para gerar indicadores agregados, muitas vezes nem é preciso saber quem é a pessoa: dados anonimizados ou agregados resolvem.

Transparência

O titular tem direito de saber como seus dados são tratados. Se a IA influencia uma decisão que o afeta, isso deve estar claro na política de privacidade.

Onde os dados ficam

Serviços de IA na nuvem podem processar dados fora do país e guardar o que recebem. Antes de enviar dados pessoais, verifique contrato, localização e retenção. Quando possível, prefira processamento local ou dados já anonimizados.

Segurança

Modelos e bases usados pela IA viram um novo alvo. Controle de acesso, registro de quem consultou o quê e prazos de retenção valem também aqui.

Na prática

  • Faça o inventário dos dados que a IA vai usar.
  • Envolva o encarregado de dados (DPO) desde o início.
  • Documente a finalidade e a base legal de cada uso.

Este artigo é informativo e não substitui orientação jurídica.

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